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SNEL festeja 80 anos com evento comemorativo e apresentação da nova diretoria

Com 80 anos recém-completados, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros comemorou sua longeva atuação em prol do livro e da leitura no Brasil com um evento fechado no Gávea Golf Club, no Rio de Janeiro, no dia 08 de dezembro de 2021. Além de festejar a data cheia, a ocasião marcou a despedida do editor Marcos da Veiga Pereira da presidência do SNEL, após sete anos de gestão (2014/2021), bem como a apresentação da nova diretoria sob o comando do presidente Dante Cid, eleito para o triênio 2022/2024.

Aliando tradição e olhar apurado para as inovações do mercado editorial no país e no mundo, o tom da solenidade foi a celebração do presente, do passado e do futuro da instituição – que tem muitos desafios pela frente. Os convidados assistiram a um vídeo institucional, com depoimentos dos presidentes (o atual e o próximo), do vice-presidente para assuntos técnicos Mauro Lorch e dos ex-presidentes Sônia Machado Jardim (2008-2014) e Paulo Rocco (1999-2008). Confira abaixo:

 

Sob a batuta da gerente executiva do SNEL, Lis Castelliano, a cerimônia contou ainda com discursos de Marcos da Veiga Pereira e de Dante Cid, que assume a liderança da entidade em janeiro de 2022. Ambos receberam placas de homenagem e agradecimento pela participação nessas oito décadas de história e também presentearam os ex-presidentes Sônia Jardim, Paulo Rocco e Regina Bilac Pinto, representada no palco por seu sobrinho Francisco Bilac Pinto (agora também membro da nova diretoria).

Confira abaixo trechos dos discursos da noite e uma galeria de fotos com os convidados que participaram do evento – editores, livreiros, representantes das entidades dos livros, jornalistas e parceiros do setor.

Fala do presidente eleito, Dante Cid (2022/2024):

Para mim, a noite hoje é apenas de agradecimentos.

Agradecer ao nosso querido Marcos, pela brilhante gestão e pelo apoio à nossa candidatura.

Se eu conseguir atingir metade dos seu êxitos, já considerarei um sucesso.

Agradecer aos colegas de chapa pelo apoio e dedicação a este trabalho em prol da indústria.

Aos funcionários do SNEL pela calorosa recepção. 

Às demais entidades aqui presentes, pela fraterna colaboração.

À minha editora pela disponibilização do meu tempo.

A este jovem senhor de 80 anos, o SNEL, cuja longevidade é a melhor prova do seu valor.

E principalmente à minha família, pelo amor e apoio incondicionais.

Sobre a gestão que iniciaremos em 1º de Janeiro, posso resumir nosso plano assim: promover o livro! Tudo o mais deriva daí: liberdade de expressão, direitos autorais, imunidade tributária e, especialmente, a difusão do Saber e da Cultura.

Há uma frase de Sócrates que me impressiona pelo poder de síntese. Ela diz:

Há apenas um Bem, o saber; e apenas um Mal, a ignorância.

Todas as virtudes e defeitos da Humanidade derivam daí.

E que outro símbolo pode melhor representar o saber, senão o livro?

E vem daí minha principal motivação para este mandato: a certeza de que se juntos promovermos o livro, esta difusão do Saber fará do nosso país um lugar melhor.

Não faltarão obstáculos: permanentes ataques aos direitos autorais, à imunidade tributária do livro, tentativas de censura, nossa economia sempre claudicante…

Mas tenho toda a certeza de que juntos, seguiremos por mais 80 anos trazendo o bem maior à nossa sociedade.

Muito obrigado!

Trechos do discurso de Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL de 2014 a 2021:

“Quando eu penso nesses sete anos à frente do SNEL, eu tenho muito orgulho em pensar em todas as pesquisas que nós implantamos e tornamos permanentes dentro da indústria. Eu penso no relacionamento com as entidades do livro e em como criamos uma comunidade mais proativa, todos os trabalhos que foram desenvolvidos ao Estado Brasileiro, sempre na luta pelo livro, e nós tivemos muitas lutas”.

“Eu assumi a presidência do SNEL em 2014. Sou neto do editor José Olympio, que foi um dos fundadores do Sindicato, e de certa maneira eu quis assumir essa posição como uma homenagem ao meu avô, ao meu pai, o editor Geraldo Jordão Pereira, e achei que essa era uma forma de contribuir para a instituição”.

“Na área de pesquisa eu acho que fizemos uma grande revolução. Passamos a divulgar mensalmente os números do varejo brasileiro. Ao mesmo tempo, conseguimos antecipar a pesquisa Produção e Vendas para que seja divulgada sempre, no máximo, em abril do ano seguinte. A partir desse ano, conseguimos que o Censo Digital passasse a fazer parte dessa pesquisa, porque aí passamos a ter uma informação só sobre o mercado. E devo dizer que a informação sobre o mercado brasileiro é uma das mais consistentes do mundo”.

“Eu estive à frente da organização das quatro últimas Bienais: momentos de glória. Momentos em que você vê 500, 600 mil pessoas procurando livros, procurando autores, confraternizando, a grande festa do livro. Acho que essa foi uma grande mudança: a Bienal não é mais uma feira do livro, é um evento cultural e nesse sentido é o maior evento cultural do Brasil.”

“Como é que nós vamos transformar o Brasil numa nação leitora? A gente precisa que o Estado brasileiro se convença de que isso é uma prioridade. E esse, me parece, é o papel inicial do SNEL. Por que que é o Dom Quixote que representa o Prêmio José Olympio? Porque essa ideia de você lutar contra os moinhos de vento, a ideia de que a formação do hábito de leitura é uma tarefa hercúlea, e ela é de fato”.

“Agradeço em primeiro lugar às entidades do livro (ABL, CBL, IPL, ABDR, ABDL, Abrelivros, Libre e tantas outras) pela proximidade, interlocução e parceria na construção de uma forte atuação em favor do setor.

Agradeço muito ao time da GL events, que junto com o SNEL organiza as Bienais do Livro Rio. Quando vocês vão à Bienal, vocês não se dão conta do que são os bastidores de um evento como esse.

Agradeço muito ao time de consultores jurídicos que o SNEL tem, aqui representado pelo Dr. Gustavo Martins de Almeida, que teve um projeto muito importante, que foi a Lei Brasileira de Inclusão, e esteve comigo na Procuradoria-Geral da República para uma das negociações mais interessantes e proativas da nossa indústria em relação à legislação. Tenho muito orgulho desse trabalho.

Também tenho muito a agradecer ao nosso time de pesquisa, principalmente à Nielsen BookScan e à Nielsen Book. Acho que a gente criou um novo marco na nossa indústria em relação à informação, a melhor notícia é que isso vai melhorar em 2022. Estamos trabalhando para que tenhamos ainda mais informações sobre os dados do nosso mercado.

Agradeço também a toda a imprensa brasileira. O livro voltou a ser protagonista de algo bom nos noticiários, que vêm mostrando que a leitura está em alta, quais categorias que estão crescendo… Isso é um enorme compromisso nosso como editores, de fazer isso seguir acontecendo. Temos uma obrigação como indústria de tentar fazer isso continuar.

E nada disso seria possível sem a equipe do SNEL, um time extraordinário no dia a dia – na forma como lidam como cada um dos editores, promovem os eventos, atendem as demandas e defendem a nossa luta.

Agradeço também a todos os diretores que trabalharam comigo na minha gestão e peço a eles uma salva de palmas, pois foi com eles que a gente fez isso tudo. Vocês são meus heróis, muito obrigado!”

O presidente Dante Cid (de gravata azul clara, ao centro) ao lado dos membros de sua diretoria (2022/2024), que tomará posse em janeiro

O presidente eleito Dante Cid posa ao lado dos ex-presidentes do SNEL Sônia Machado Jardim e Paulo Rocco e de Francisco Bilac Pinto, representando sua tia, a ex-presidente Regina Bilac Pinto

O atual presidente do SNEL Marcos da Veiga Pereira recebe uma placa de homenagem pelas mãos da gerente executiva Lis Castelliano

O presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Vitor Tavares, e o presidente eleito do SNEL, Dante Cid

Da esquerda para a direita: a gerente executiva do SNEL, Lis Castelliano; Fernanda Garcia, diretora da CBL; e Gustavo Martins de Almeida, consultor jurídico do SNEL

Parceiros na Bienal do Livro Rio: a equipe da GL events (Bruno Henrique, Milena Palumbo e Tatiana Zaccaro) posa ao lado de Marcos da Veiga Pereira e Dante Cid, do SNEL

O presidente eleito Dante Cid com a diretora executiva da Fundação Biblioteca Nacional, Maria Eduarda Marques

Os presidentes da CBL (Vitor Tavares) e da Libre (Tomaz Adour) brindam com o presidente do SNEL, Marcos da Veiga Pereira

A presidente da Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro (AEL-RJ), Danielle Paul, com o presidente eleito do SNEL, Dante Cid

Martha Ribas (ex-diretora do SNEL e integrante da Comissão Bienal) e o presidente eleito Dante Cid

 

José Angelo Xavier (presidente da Abrelivros), Fernanda Garcia (diretora da CBL), Marcos da Veiga Pereira (presidente do SNEL) e Vitor Tavares (presidente da CBL)

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