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Presidente do SNEL debate IA na ExpoLivro 2025

O presidente do SNEL, Dante Cid, participou nesta segunda-feira (25) de três eventos ao longo do primeiro dia da ExpoLivro 2025, a feira sobre livros organizada pela Editora da PUC-Rio, na Gávea, Zona Sul do Rio. Na mesa de abertura, ele lembrou seus tempos de estudo na universidade, onde cursou um mestrado em que pesquisava, ainda no século XX, os desdobramentos sobre Inteligência Artificial.

“Ninguém falava de IA naquela época e, hoje, aquela pesquisa é o que me permite trabalhar no projeto de lei da inteligência artificial que está no Congresso Nacional, que, dependendo de como seja encaminhado, traria riscos aos direitos autorais de escritores, tradutores e outros atores do setor”, comentou Dante. Ele estava ao lado do reitor da PUC-Rio, padre Anderson Antônio Pedroso, e do diretor da Editora da PUC-Rio, Felipe Gomberg, que organizou o evento, tendo como mediadora a jornalista Fernanda Rouvenat. “Livro não é produto qualquer, mas um eixo fundamental de transmissão de cultura e educação”, completou Dante.

Antes, ainda na primeira mesa do dia, Dante também falou sobre o tema do IA. Nesta oportunidade, o presidente do SNEL dividiu os microfones com o presidente da ANL, Alexandre Martins Fontes, e as tradutoras, editoras e professoras da PUC-Rio Debora Fleck, Lidiane Correa e Elisa Menezes, além do ilustrador Miguel Carvalho, contando com a mediação do também editor Fernando Sá, que fez parte da sua longa carreira na própria Editora da PUC-Rio.

“Se não fizermos nada, o projeto, em sua apresentação atual, vai afetar toda a cadeia de produção de livro”, sublinhou Dante para seus pares, já que representavam diversos elos da engrenagem que sustenta o setor do livro.

Em sua fala, o presidente da ANL insistiu em suas participações que lutava por um ecossistema do livro mais saudável que, segundo ele reforçou, passa pela saúde das livrarias brasileiras.

“Perdemos 130 mil metros quadrados com o fechamento das cadeias de livrarias nos últimos anos e temos que valorizar o livro como produto, o que passa valorização do preço, o que passa pela defesa da lei Cortez”, contou, lembrando do projeto de lei que controla práticas abusivas cometidas na hora dos descontos, evitando que grandes varejistas possam desestruturar outros canais de venda. “Em Nova York, que não tem uma lei dessa natureza, há cem livrarias. Em Paris, que conta uma lei parecida, há mais de 400 livrarias.”

Outros projetos do SNEL

Ainda na sua primeira participação, Dante também falou sobre a Academia Editorial Júnior, primeiro projeto social do SNEL, que tem como fim ensinar os primeiros passos do ofício de editor para universitários em situação de vulnerabilidade socioeconômica, reforçando o ponto de que a AEJ é uma oportunidade para todos os atores envolvidos: as editoras ganham mão-de-obra diversificada e os estudantes aprendem o que um editor faz e se torna mais capacitado.

Em sua última fala, ao lado novamente de Martins Fontes e de Felipe Gomberg, além de Marta Cortez, que representava a CBL, Dante foi questionado pela jornalista Fernanda Rouvenat sobre como solucionar o desafio da queda do número de leitores, que a última pesquisa Retratos da leitura (2024), patrocinada pelo SNEL, pela CBL e pela Abrelivros, apresentou.

“Sabemos que o maior desafio do SNEL é ampliar o universo de leitores. Na penúltima Retratos da leitura, apareceu que o principal concorrente da leitura seriam as telas, mas nesta última percebemos que as redes sociais podem se tornar também parceiras parciais, com a atuação de influenciadores que tornam o livro mais atraente”, comentou.

Lembrando o papel do SNEL de organizador da Bienal do Rio, sempre contando com a produção direta da GL Events, ele lembra o esforço de trazer para o maior evento de literatura do país diferentes mídias, de redes sociais a plataformas de streaming. Como tem sido reforçado pela campanha do ano em que o Rio se torna a Capital Mundial do Livro, ele lembrou como o livro é a base para todas as outras narrativas.

“Na Bienal, tentamos reforçar o aspecto mais lúdico da leitura, com a inovação do Bookpark, o parque literário que tinha como fundo sempre uma obra literária. Nosso principal desafio, portanto, é esse: transformar em leitor quem não é”, contou, lembrando, ainda, que uma das principais bandeiras do SNEL é a ampliação de programas de renovação de acervos para bibliotecas públicas por todo o país.

Também presente na abertura, a secretária-executiva da Secretaria Municipal de Cultura do Rio, Maria Isabel Werneck, falou sobre a bandeira do livro como instrumento de transformação social, que permeia todo o ano em que o Rio se transforma em Capital Mundial do Livro

“Esse é um título que veio para ficar. Queremos deixar um legado, por isso estamos trabalhando nas bibliotecas comunitárias em toda cidade”, contou ela, lembrando que o Rio é a primeira cidade em língua portuguesa e a 25ª no mundo a receber esse título.

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