
O prêmio Jabuti, a provável condecoração literária mais importante do país, aconteceu neste ano de 2025 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Organizado pela Câmara Brasileira do Livro, que tem sede e normalmente faz a entrega das estatuetas para os profissionais ligados ao ecossistema do livro em São Paulo, o Jabuti atravessou a Dutra para fazer parte da comemoração do ano em que o Rio se torna a Capital Mundial do Livro.
Como se sabe, tal título foi dado pela Unesco à cidade em abril deste 2025 e vale por um ano. Durante esse período, o Rio precisa cumprir uma série de compromissos assinados com a Unesco que, segundo as promessas firmadas, vão criar frutos pelos anos vindouros. Entre os acordos firmados, estavam o incentivo à Academia Editorial Júnior, projeto social do SNEL que busca ensinar os primeiros passos da vida editorial para jovens universitários em situação de vulnerabilidade econômico e / ou social, e a realização da Bienal do Livro Rio, que é organizada pelo SNEL com a parceria direta da GL Exhibitions.
O Jabuti entrou nessa conta também. Inclusive, o projeto Rio Capital Mundial do Livro ganhou uma estatueta na categoria especial criada esse ano de Fomento à leitura. Para receber o pequeno quelônio que encarna a láurea, estavam presentes os secretários municipais da cidade do Rio Lucas Padilha (Cultura), Renan Ferreirinha (Educação) e Tatiana Roque (Ciência e Tecnologia), além do vice-prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere.
O presidente do SNEL, Dante Cid, foi um dos que entregou a estatueta para a prefeitura do Rio. Ao seu lado estavam a presidente da CBL, Sevani Matos, o presidente da Abrelivros e do IPL, Ângelo Xavier, e o presidente da Abigraf-SP, João Scortecci – os dois últimos, também membros da diretoria do SNEL. Além dos presentes, Alexandre Martins Fontes, presidente da ANL, e Patricia Amorim, presidente da ABDL, também fizeram parte do grupo que escolheu o Rio para receber essa premiação.
Nesse ano, o Jabuti escolheu a escritora Ana Maria Machado, membro da ABL, como a personalidade literária. “Receber essa homenagem foi uma linda surpresa, que me encheu de alegria e gratidão. Foi inteiramente inesperado. Todo mundo merece sempre ter o seu trabalho reconhecido. Atualmente vivo tão reservada, recolhida, distante da mídia, das redes sociais. E a emoção é dupla porque é um reconhecimento que vem do povo do livro, da minha gente. E ainda mais num ano em que a festa é na minha cidade”, pontuou Ana Maria.
O escritor Ruy Castro, também imortal da ABL, ganhou o prêmio de livro do ano, pelo seu conjunto de crônicas O ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim, que também venceu na categoria. “Esse bichinho aqui eu recebo em nome de todos os leitores que estão me acompanhando nesses 35 anos como autor de livros. Costumo dizer que não sou um escritor. Sou aquele que faz perguntas e toma notas. Sou um biógrafo que faz reconstituição de histórias do Brasil, de pessoas e épocas, que nunca foram contadas ou precisavam ser contadas de outra maneira. Pretendo continuar. O Rio é inesgotável”, disse Ruy.
Veja os demais vencedores aqui.