Notícias

Categorias:

Diretor da ABDR discute IA no Senado Federal

O diretor jurídico da ABDR, Dalton Morato, participou nesta terça-feira (11) da sessão de debates no Senado Federal sobre a regulamentação da Inteligência Artificial (Veja sua fala na íntegra aqui). A sessão, conduzida pelo senador Carlos Viana (Podemos/MG), discutiu o relatório apresentado pelo senador Eduardo Gomes (PL/TO), que integra diversos projetos de lei sobre o tema. O PL 2.338/2023, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG), foi elaborado a partir de anteprojeto estruturado por juristas em 2022 e recebeu um parecer na última sexta-feira (7).

Falando em nome dos representantes dos criadores intelectuais, e citando o SNEL, a CBL e outras organizações da indústria do livro como um todo, Morato enfatizou a necessidade de controle por parte dos autores, e das entidades que os representam, sobre o uso de suas obras, especialmente no contexto da mineração de dados.

“Os autores que tenham seus conteúdos utilizados precisam ser informados por meio de relatórios de transparência: quais foram utilizados, onde foram utilizados, quando foram”, comentou lembrando que há casos atualmente já em que foram reproduzidas imagens criadas por artistas brasileiros sem autorização e sem remuneração.

“Os autores precisam ter as condições para poder licenciar suas obras”, explicou. Para ele, é preciso fomentar um mercado de licenças equitativo, em que o autor consiga facilmente licenciar suas obras para empresas de tecnologia.

Morato ressaltou a garantia constitucional da exclusividade do autor na defesa de sua obra e fez observações sobre o sandbox regulatório, sugestão contida no parecer da sexta-feira, propondo uma delimitação temporal para facilitar o relacionamento entre autores e empresas de IA com finalidade lucrativa. O sandbox regulatório é uma experimentação colaborativa entre regulador, entidades reguladas e outras partes interessadas, como empresas de tecnologia e inovação, acadêmicos e organizações da sociedade civil. A intenção principal objetivo é testar inovações em um arcabouço regulatório, adotando uma metodologia estruturada.

“Precisamos regular o tempo de criação desse sandbox regulatório. Qual vai ser o tempo de regulamentação entre autores e empresas: 12 meses, 24 meses?”, questionou sobre a falta de informação no parecer que atualiza o PL.

Ele também levantou questões sobre o credenciamento de entidades beneficiárias da exceção para mineração de dados e textos, destacando a importância da autoridade competente nesse processo.

“Temos que seguir o exemplo do contrato feito recentemente entre a Open AI e o jornal Le Monde, na França, e o jornal El País, na Espanha. Precisamos regular a relação entre autores e detentores de direitos e as empresas de tecnologias”, contou lembrando que a futura lei que regulamentará a utilização das Inteligências Artificiais no país precisa depender do autor autorizar a utilização da sua criação.

Durante a reunião, o senador Carlos Viana destacou a importância de o Brasil liderar essa regulamentação global, enquanto o senador Eduardo Gomes ressaltou a complexidade da questão e a necessidade de equilibrar o desenvolvimento tecnológico com a proteção dos direitos. Além disso, divulgou que na quarta (12) ocorrerá a votação do projeto de IA na CTIA (Comissão Temporária Interna sobre Inteligência Artificial no Brasil) e, na próxima terça-feira (18), no plenário do Senado Federal.

Últimas Notícias
ABDR tem vitória inédita contra Telegram
Presidente do SNEL fala sobre IA em evento de organização internacional
2026 começa com resultados positivos
Parceira do SNEL, DELL oferece descontos únicos durante o mês de março
Guia das editoras: lista preliminar
Leituraço no Caribrejo transforma a Praia do Flamengo em palco de livros, encontros e música
Ainda dá tempo de participar das pesquisas Produção e Vendas e Conteúdo Digital
ABDR consegue derrubar site no exterior com conteúdo pirata