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SNEL ao pé da letra: nossa nova fonte ‘Passeio’

“Para quem trabalha com literatura, a fonte tem um significado especial, pois, assim como os livros, ela serve como porta de entrada para novas aventuras e perspectivas”. E é juntando letras e fontes que o type designer Fabio Haag, criador da fonte “Passeio” que o SNEL começou a adotar junto com a nova logo, vai tocando o seu trabalho, orgulhoso em juntar seu trabalho ao projeto do SNEL.   

Nesta entrevista exclusiva, ele conta detalhes sobre a inspiração e o processo criativo por trás da nossa nova tipografia. Segundo ele, que lidera um estúdio tipográfico atuante em mais de 200 projetos Brasil afora, o nome “Passeio” surge da junção de duas ideias: “paz” e “passeio”. Ele lembra que enquanto “passo” remete à rotina, trabalho e constância, “passeio” simboliza relaxamento e descontração, sugerindo o equilíbrio entre o cotidiano e o lazer.    

O designer comenta que o desafio no desenvolvimento de uma fonte está em equilibrar a expressividade visual com a funcionalidade e, nos elementos estéticos que compõem a nova fonte do SNEL, tal obstáculo foi superado com sucesso. “Estamos sempre numa gangorra entre fazer algo visualmente interessante e ao mesmo tempo legível e acessível”, diz ele, enfatizando o cuidado com a acessibilidade sem perder uma harmonia. “Um dos elementos que se destaca no design da ‘Passeio’ é a letra Z, que possui uma cauda curvada, um detalhe sutil que confere charme sem comprometer a legibilidade.” 

A literatura também desempenha um papel crucial na trajetória pessoal e profissional do designer. Ele menciona sua história e seu hábito de leitura – das HQs a sua última leitura, Ioga, de Emmanuel Carrère.  Nas constantes palestras que ministra, Fabio sempre destaca como os livros foram fundamentais em sua formação, e aconselha a todos que se interessam pela área: “leiam tudo o que vocês puderem!”. Para ele, os livros são uma forma poderosa de experimentar o mundo sob diferentes perspectivas e viver as vidas de outras pessoas, o que enriquece não apenas o conhecimento, mas também a criatividade no design. 

Quando perguntado sobre sua escolha pela tipografia enquanto profissão, o designer revela que não sabia, no início, que desenhar letras poderia ser um ofício. “O que eu sabia é que me dava um prazer enorme”, relata. Ele fala sobre a magia de criar formas visíveis para palavras, algo que pode parecer abstrato, mas que é uma prática com limitações e convenções. Mesmo assim, Haag sente que essa área de criação está em constante evolução. 

A paixão pelo design de tipos reflete, segundo ele, a própria evolução humana. “Assim como novos modelos de cadeiras e prédios são criados diariamente, o desenvolvimento de novas fontes tipográficas continua a crescer”. E finaliza: “desde Gutenberg até os dias atuais, a criação de fontes é vista como uma arte viva, sempre inovando e transformando a maneira como vemos e experimentamos a escrita”.

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