Livros e praia são uma combinação que funciona bem. Apostando no hábito de leitura de quem vai pegar um sol, está sendo organizado um Leituraço no Caribrejo — apelido simpático que a Praia do Flamengo, na Zona Sul do Rio, recebeu, por misturar sua atual balneabilidade (Caribe) com um passado recente de sujeira (brejo). O evento acontece no aniversário da cidade, dia 1º de março, na altura do Posto 3, das 10h às 18h.

A iniciativa, que conta com o apoio do SNEL, parte de uma ideia simples e potente: levar livros para onde as pessoas já estão. Em meio ao cotidiano da praia, o projeto convida o público a desacelerar, folhear histórias, trocar experiências e redescobrir a leitura como um direito cultural — e não como privilégio. O livro sai do pedestal e entra na vida real, circulando entre pessoas de todas as idades.
O SNEL participa do evento para reforçar sua principal missão, a de fazer do Brasil uma nação leitora. Ainda mais depois dos números da última pesquisa Retratos da Leitura, que mostram que, pela primeira vez, mais da metade dos brasileiros se dizem não-leitores.
Um dos destaques da ação é a Book Bike da Estante Virtual, carrinho de livros que funciona como ponto de encontro e circulação literária. No local, o público poderá escolher títulos para leitura, troca ou empréstimo.
Entre os nomes confirmados estão a autora Clara Alves e o escritor e comunicador André Carvalhal e a criadora de conteúdo literário Erika Lendo que participam da ação dialogando com o público, compartilhando experiências e reforçando a importância da leitura no cotidiano. Outros convidados e embaixadores literários também devem integrar a programação ao longo da semana.
Os empréstimos acontecem mediante identificação, garantindo a circulação responsável do acervo. O público também pode levar seus próprios livros para ler na praia e participar das trocas.
Mais do que uma ação pontual, o Leituraço aposta na leitura como experiência de encontro — consigo, com o outro e com a cidade. Ao ocupar um dos espaços públicos mais simbólicos do Rio de Janeiro, o projeto reforça que a cultura deve estar presente no cotidiano de forma aberta, sensível e inclusiva.