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Câmara dos Deputados celebra o Dia Mundial do Livro em sessão solene organizada pela Frente Parlamentar do Livro, da Leitura e da Escrita, com apoio do SNEL.

A Câmara dos Deputados realizou, nesta quarta-feira, 29 de abril, uma Sessão Solene em celebração ao Dia Mundial do Livro. A iniciativa foi organizada pela Frente Parlamentar do Livro, da Leitura e da Escrita, presidida pela deputada federal Fernanda Melchionna, com apoio do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Após a sessão, os convidados participaram de um café da manhã no Salão Nobre da Câmara.

O encontro reuniu parlamentares, representantes do setor editorial, da educação, das bibliotecas e de entidades ligadas ao livro e à leitura. A celebração ocorreu em um momento simbólico para o setor, marcado pela retomada das políticas públicas de leitura, pela publicação do Plano Nacional do Livro e Leitura e pelo fortalecimento do debate sobre bibliotecas, formação de leitores e acesso democrático ao livro.

Durante a sessão, a deputada Fernanda Melchionna destacou que defender o livro é defender a democracia, a memória e a liberdade de pensamento. Em sua fala, ela lembrou que regimes autoritários historicamente perseguem livros, escritores e bibliotecas, justamente porque reconhecem o poder transformador da leitura.

“O livro é esse instrumento assombroso, essa bússola, esse meio de humanização. Celebrar o livro é um ato político, é afirmar que acreditamos no poder das ideias”, afirmou Fernanda.

A deputada também reforçou que o acesso à literatura não pode ser privilégio de poucos. Para ela, bibliotecas públicas, escolares e comunitárias devem ser tratadas como equipamentos essenciais para a formação cidadã.

“Nenhuma sociedade será verdadeiramente justa enquanto o acesso à literatura for privilégio de poucos. Nenhuma democracia será plena enquanto houver censura, perseguição a ideias ou negação da memória”, destacou.

O presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, ressaltou o papel das bibliotecas como espaços de encontro, acolhimento e circulação livre de ideias. Em sua fala, defendeu que a Biblioteca Nacional pertence ao povo brasileiro e deve refletir a pluralidade do país.

“As bibliotecas são trincheiras da democracia. São lugares de encontro, de acolhimento, onde as ideias circulam com liberdade”, afirmou Lucchesi.

Ele também destacou a importância da Biblioteca Nacional como patrimônio cultural, espaço de memória e instrumento de combate à desinformação, ressaltando sua atuação nacional e internacional, sua biblioteca digital e seu papel na preservação da diversidade cultural brasileira.

Representando o SNEL, Dante Cid chamou atenção para a necessidade de transformar os compromissos do Plano Nacional do Livro e Leitura em ações concretas, com orçamento garantido. Segundo ele, o avanço das políticas públicas depende de continuidade, planejamento e investimento.

“O pedido do SNEL é que cada parlamentar garanta espaço no orçamento para essas ações. Texto é maravilhoso e a intenção é espetacular, mas sem alocação orçamentária nada acontece”, afirmou Dante.

Dante também defendeu a preservação do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) como política de Estado e destacou o papel das bibliotecas como ferramenta indispensável para ampliar o acesso ao livro entre as classes C, D e E.

“O livro precisa chegar a quem não pode comprá-lo. E, para isso, a biblioteca é um instrumento único e essencial”, reforçou.

A sessão também destacou dados recentes sobre o comportamento leitor no Brasil. Foi lembrado que o perfil dos novos leitores brasileiros tem presença marcante de mulheres negras, da classe C e do Nordeste, revelando a entrada de novos sujeitos culturais no universo do livro. Também foi mencionado o crescimento das comunidades leitoras, com mais de 2 milhões de brasileiros participando de clubes de leitura, além da ampliação dos eventos literários no país.

Segundo os participantes, esse cenário demonstra que o livro segue ocupando um lugar central na vida cultural brasileira, não apenas como fonte de conhecimento, mas também como espaço de identidade, pertencimento, imaginação e transformação social.

Ao reunir diferentes vozes em defesa da leitura, a Sessão Solene reafirmou o livro como instrumento de cidadania, educação, cultura e democracia. Para o SNEL, a celebração do Dia Mundial do Livro na Câmara dos Deputados representa um passo importante para fortalecer a agenda pública do setor e ampliar o diálogo com o Parlamento em torno de políticas permanentes para o livro, a leitura, a literatura e as bibliotecas.

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