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Presidente do SNEL visita ONG que atua na divulgação da leitura

O presidente do SNEL, Dante Cid, acompanhou na sexta-feira (26) a presidente da Fundação Elsevier, Ylann Schemm, na visita à ONG Pretinhas Leitoras, tocada pelas irmãs Duda e Helena Ferreira e pela mãe delas, Elen Ferreira. Na oportunidade, Schemm entregou livros da Fundação que abordam a divulgação científica, de saúde e hábitos de higiene para crianças e adolescentes.

As duas responsáveis pelo Pretinhas Leitoras já participaram do programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da TV Globo, por três anos, atingindo até 12 milhões de espectadores, segundo contas de Elen Ferreira. Atualmente, a ONG funciona dentro do Associação Cultural Lanchonete <> Lanchonete, na Gamboa, Zona Portuária do Rio, área da capital carioca que é conhecido também como Pequena África.

A intenção das irmãs gêmeas foi pesquisar e divulgar livros que tivessem afroafetividade, como elas chamaram, com protagonistas com quem elas pudessem se identificar. “Queríamos colocar as personagens negras no centro das histórias. Queríamos ver alguém na TV parecido com as pessoas com quem convivíamos”, contam.

O projeto começou em 2015, no Morro da Providência, área onde nasceu o escritor Machado de Assis, na tentativa de mostrar que nem só de violência vivem as áreas mais afetadas pelo descaso dos poderes públicos. “Nós chegamos a lugares inimagináveis”, comemoram. Atualmente, elas participam de feiras literárias e dão palestras de Norte a Sul do país.

“Foi um fenômeno vê-las nos espaços Intelectuais brasileiros”, complementa a professora e pedagoga Elen Ferreira, que também faz a ponte entre a ONG Pretinhas Leitoras e a Lanchonete <> Lanchonete.

Ela explica que o foco do lugar é ter um espaço cultural, que funcione como local para as pessoas se interessarem pelos livros, mas que também tenham comida na mesa para se alimentar.

“Pensamos aqui também como um espaço para a comensalidade. Todos os dias as crianças chegam e se alimentam”, contou. No local, desde meado de 2024, funciona a Biblioteca Erê, uma iniciativa que se desdobra a partir do Pretinhas leitoras, e a Escola do porvir. “Queremos formar os nossos dinamizadores sociais. A literatura para nós deve ser parte do cotidiano, deve ser ferramenta para cuidar do nosso território. Não queremos ser salvos, mas reivindicar espaço nas tomadas de decisões políticas”, explicou Elen.

Os livros doados pela Fundação Elsevier vão complementar a biblioteca e ajudar a enfrentar alguns dos problemas da região, como o abastecimento irregular de água ou a falta de saneamento básico. As obras são parte de uma coleção de saúde e educação, desenvolvida por uma equipe de pedagogos e profissionais de saúde, com a intenção de empoderar as crianças para que eles possam tomar as próprias decisões.

“A ideia foi de uma brasileira”, contou Ylann Schemm. “Ela juntou algumas histórias e queriam fundos. Conseguimos apoiar e publicar em várias línguas, além do inglês e do português. Tem até cambojanos e indonésio.”

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