Desde 2019, a Bienal do Livro do Rio sai do Riocentro, na Barra da Tijuca, e viaja pelas escolas públicas do Rio de Janeiro levando literatura, interação com autores e incentivo à leitura para os estudantes com o projeto Bienal nas Escolas. Neste ano, o SNEL foi acompanhar de perto essa linda iniciativa com a GL Events, nossa parceira há mais de 40 anos na organização da Bienal. As três últimas visitas do ano, em escolas da Zona Norte e Oeste, levaram também projetos do Rio Capital Mundial do Livro, além de desenhistas, ilustradores, autores e, claro, muitos livros.
No dia 7 de novembro, os alunos da Escola GET Bahia, em Bonsucesso, Zona Norte do Rio, receberam a visita do escritor Alexandre de Castro Gomes, especialista em literatura infanto-juvenil que gosta de explorar narrativas com monstros e seres imaginários. Leonora Monnerat, diretora do SNEL, esteve presente neste dia para conferir as atividades do projeto. Na última quinta, 13, foi a vez da Escola Municipal Joaquim da Costa Ribeiro, em Padre Miguel, Zona Oeste do Rio, receber o autor, ilustrador, quadrinista e professor Caio Zero, nascido e criado em Bangu, bairro vizinho à escola visitada. A arte de Caio encantou os alunos, que ao final da conversa, foram aos montes pedir desenhos, feitos na mesma hora por ele, que também foi indicado ao Prêmio Jabuti deste ano. Os alunos ainda prepararam uma apresentação comandada pelo professor de música, com direto a canto em coro e violão.
Já nesta sexta, 14, o ciclo de 2025 da Bienal nas Escolas foi encerrado no CIEP Oswald de Andrade, em Anchieta, subúrbio carioca, com a presença de Bia Bedran e suas deliciosas histórias contadas a partir da musicalidade e do canto. As crianças também organizaram apresentações musicais e de contação de histórias, transformando a Bienal nas Escolas em um verdadeiro palco de novos talentos.
O título de Capital Mundial do Livro, outorgada pela UNESCO, e que pertence à cidade brasileira até abril de 2026, também marcou presença na Bienal nas Escolas com sua enorme Caixa Literária. Vinda de Lisboa, ela está já recheada de obras lusófonas e africanas em Língua Portuguesa, e continua a ser preenchida com livros nacionais. A caixa será enviada no ano que vem para Rabat, próxima Capital Mundial do Livro, no Marrocos. Os secretários municipais de educação, Renan Ferreirinha, e de Cultura, Lucas Padilha, estiveram presentes em Padre Miguel para conhecer o projeto e conversar com os estudantes. Isabel Werneck, também da Secretaria de Cultura, esteve nas escolas nos três dias para representar as comemorações do Rio Capital Mundial do Livro.
Além dos autores, as escolas recebiam ilustradores que desenhavam ao vivo o bairro em torno, os professores, diretores e outras pessoas/símbolos do cotidiano escolar. Uma caixa da Bienal recheada de livros cujos autores vão de Itamar Vieira Jr. a Clarice Lispector foi deixada de presente para as sala de leituras de cada uma das instituições visitadas.
A curadoria do projeto é da jornalista e pedagoga Carolina Sanches, que também faz a apresentação e mediação com os autores e ilustradores.
A Bienal nas Escolas fecha suas visitas em 2025 com muitas memórias e momentos especiais para os alunos e professores das escolas públicas cariocas, que retribuem com talento, cultura e muito amor à literatura.