A primeira edição do Leituraço no Caribrejo, que aconteceu neste domingo, dia 1º de março, aniversário do Rio de Janeiro, e contou com o patrocínio do SNEL, superou as expectativas e confirmou a força da leitura como experiência coletiva e transformadora. Debaixo das árvores, com o mar ao fundo e a cidade pulsando ao redor, a Praia do Flamengo se transformou em sala de leitura, espaço de diálogo e celebração cultural.
Para ajudar a tocar todo o evento, algumas ex-participantes da Academia Editorial Júnior também atuaram como agentes de leitura. Estiveram presentes Amanda do Nascimento Ferreira, da primeira edição, e Mariana Cardoso, Thais Figueiredo, da segunda edição. Além destas, outras participantes da AEJ, como Karol Aguiar, e outras que já estão inseridas no mercado editorial, como Nicole Bonfim, também estiveram presentes. A AEJ é o primeiro projeto social do SNEL e vai para a sua terceira edição, em 2027.
Logo nas primeiras horas, a banca de livros atraiu leitores de todas as idades. Pessoas que chegavam para um mergulho ou caminhada paravam para folhear títulos, conhecer autores e participar da proposta de troca de livros. Crianças escolheram suas primeiras histórias, adultos reencontraram obras marcantes, e cada exemplar que circulava de mão em mão criava novas conexões e narrativas compartilhadas.
Os livros pendurados nas árvores chamaram a atenção do público e transformaram o espaço em uma instalação viva — literatura ao ar livre, balançando com o vento, misturada ao som das ondas e às conversas animadas. A cena simbolizou o propósito do projeto: tirar os livros das prateleiras e aproximá-los do cotidiano das pessoas.
A programação contou ainda com uma roda de conversa intimista, realizada na areia, com participantes sentados em cadeiras, cangas e esteiras. O diálogo aberto, afetivo e plural reforçou a ideia de que ler também é escutar, trocar experiências e construir coletivamente novos sentidos para o mundo.
Encerrando o encontro, uma roda de samba sob as árvores integrou música e literatura em uma mesma experiência cultural. Entre pandeiro, tantã e violão, livros e ideias continuaram a circular, reafirmando a cultura como expressão viva e integrada.
A ação impactou mais de 300 pessoas presencialmente, além do alcance e engajamento nas plataformas digitais. A parceria reforça o compromisso do setor com a democratização do acesso à leitura e com a formação de novos leitores em ambientes abertos, plurais e acessíveis.
O público diverso mostrou que a praia é, sim, território democrático para a literatura. Famílias, jovens, leitores experientes e curiosos ocasionais compuseram um mosaico expressivo de participação. O Leituraço no Caribrejo nasce com a vocação de ocupar o espaço público com livros, alegria e pensamento crítico.
A primeira edição se encerra com areia nos pés, livros nas mãos e a certeza de que este foi apenas o primeiro capítulo de uma iniciativa que veio para ficar.