O SNEL esteve presente na sexta-feira (22) na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) para a instauração da Frente Parlamentar em Defesa do Livro, Leitura, Escrita, Bibliotecas e Oralidade, com a diretora Raquel Menezes. A deputada estadual Dani Balbi, que em 2025 recebeu do SNEL o título de Incentivadora do Livro e da Leitura, foi quem capitaneou a iniciativa e preside o grupo.
A frente vem reforçar o Plano estadual de leitura e escrita, instaurado na década passada, e já começa com o projeto de uma renovação deste mesmo plano. Esse foi um tema muito debatido durante a sessão de lançamento. Também foram comentadas ações como o incentivo à criação de planos municipais por todo o estado fluminense, para que o Rio se torne o lugar com mais municípios com planos do país – uma meta almejada pelos presentes.
Além da deputada e da diretora do SNEL, participaram do lançamento a vice-presidente da Livre, Larissa Kouzmin-Korovaeff, a ex-secretária do PNLL Renata Costa, o presidente da AEL, Ivan Errante Costa, Mônica Verdam, da Rede Baixada Literária, Luciana Manta, presidente do Sindibrj, Felipe Eugênio, da Favelofagia.
Houve também lembranças de pesquisas, como a Retratos da Leitura, que é organizada pelo Instituto Pró-Livros, tendo o SNEL como um dos seus mantenedores, como uma das justificativas do lançamento dessa frente.
“Nos últimos anos as pesquisas mostraram que houve a diminuição de leitores habituais. Somos 47% leitores e leitoras contra 53% não-leitores”, comentou a deputada, mencionando números da pesquisa Retratos da Leitura.
A diretora do SNEL Raquel Menezes lembrou da importância de se pensar no livro no momento das eleições deste ano.
“Ao mesmo tempo que o livro é uma pauta positiva, ele é muito esquecido. Temos que estar muito atentos. No programa dos candidatos, as palavras livro e leitura não aparecem”.
Ela insiste na necessidade de se pensar o livro como um objeto que pode estar em todos os lugares para quebrar a ideia de que as obras literárias seriam apenas para poucas pessoas e funcionariam exclusivamente em determinados lugares. “O lugar do livro é todo lugar”, contou a diretora, lembrando que organizou um “leituraço” na praia do Flamengo, na Zona Sul do Rio – evento este que foi patrocinado pelo SNEL.
“Lugar de livro é na praia, no bar, por isso que os clubes dos livros fazem sucesso. Porque o livro conecta pessoas”, defendeu.