Estudar e coordenar as atividades editoriais no Brasil. Esse era o objetivo inicial de um grupo de editores que se juntaram há mais de oito décadas, em 18 de novembro de 1940. Foi desse grupo de editoras que em 22 de novembro de 1941 nasceu o Sindicato Nacional das Empresas Editoras de Livros e Publicações Culturais, uma denominação simplificada em 6 de julho de 1959 para Sindicato Nacional dos Editores de Livros, ou simplesmente SNEL.
Muitas datas para comemorar, e uma data de nascimento: há 85 anos, o SNEL vinha ao mundo. Desde o início até hoje, as preocupações não mudaram muito. “Estudar as atividades editoriais” se mostra atualmente no robusto investimento nas pesquisas que mapeiam o setor, como a Retratos da Leitura, a Produção e Vendas e, mais recentemente, o Guia das Editoras, que tenta fazer um apanhado de quantas casas editoriais existem no país.
Já a “coordenação” das “atividades editoriais” aparece quase de forma igual no início das atividades da então Associação Profissional das Empresas Editoras de Livros e Publicações Culturais e do atual SNEL. Se um dos focos da associação era com isenção tributária, hoje o SNEL se esforça para manter a imunidade tributária conquistada com muito esforço pelo sindicato. Vide todo empenho para garantir o mesmo regime com a recente Reforma tributária, que começa a vigorar em 2027.
Foram 23 editores que criaram no Rio de Janeiro a associação há quase 100 anos. Hoje, 2026, figuram mais de 500 associados no quadro social do SNEL. Se a imunidade foi conquistada com a Constituição de 1946, firmando o SNEL como órgão de sobrevivência da classe, atualmente, o Sindicato ampliou suas atividades e é uma referência para quando se quer saber o que os editores do país, dos pequenos aos grandes, dos diversos subsetores, CTP, Religiosos, Didáticos, Obras Gerais, estão pensando, estão querendo, estão esperando do futuro.
Atualmente, seus esforços coordenam diversos campos, tanto auxiliando a profissionalização do setor, passando pela assessoria jurídica para seus associados, auxílio para programas de governo, como pelo gerenciamento da Bienal do Rio, em parceria com a GL Events. São tantas atividades que enumerá-las seria um exercício extenso.
Para celebrar o aniversário do SNEL, criamos um selo comemorativo, que remete ao seu já longo passado, mas mostra o brilho para iluminar o futuro. Junto com o evento que reunirá os ex-presidentes na Biblioteca Nacional e as promoções de Ficha catalográfica, é uma forma de parabenizar esse senhor octogenário, mas com cabeça jovem. Que desde o início preza por fazer do Brasil Uma nação leitora.
Que venham mais 85 anos, e depois mais 85 anos, e assim sucessivamente.
