Notícias

Categorias:

SNEL comemora novo passo do Projeto de Lei do Preço Fixo dos Livros

Thales Ribeiro (à direita), da assessoria parlamentar Vector, que auxilia o SNEL nas questões legislativas, junto com Fabiano Piúba (ao centro, de calçado branco), secretário de Formação, Livro e Leitura do MinC

Após uma semana de intensa articulação em Brasília, com reuniões estratégicas entre representantes do setor editorial e senadores, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) celebra uma grande vitória com a aprovação do PLS 49/2015 na Comissão de Educação e Cultura do Senado. 

Conhecido como Lei Cortez, o PLS 49/2015 busca estabelecer uma política de preço fixo para livros, promovendo a bibliodiversidade, fortalecendo livrarias independentes e garantindo maior equilíbrio no mercado editorial.

“A articulação do setor foi essencial para este resultado. Estamos 100% envolvidos na mobilização pela Lei Cortez, pois percebemos que a proposta beneficiará não apenas o nosso setor, mas toda a cadeia do livro. O alinhamento que alcançamos agora torna o processo mais sólido, seja pelo caminho do Legislativo ou do Executivo”, declarou o presidente do SNEL, Dante Cid. 

A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou o PLS 49/2015 (Livros | Preço Fixo) na forma do substitutivo da relatora, senadora Teresa Leitão (PT/DF), com 11 votos favoráveis e 2 contrários. 

O substitutivo aprovado deverá ser apreciado novamente em turno suplementar por ser um projeto terminativo. Ou seja: abrirá um novo prazo para emendas ao substitutivo. Caso sejam apresentadas, serão apreciadas e votadas.

Benefícios e desafios do projeto

A senadora Teresa Leitão destacou que o projeto promove o acesso aos livros, a bibliodiversidade e o fortalecimento do setor livreiro , que se encontra fragilizado no Brasil. Ela também defendeu que uma regulamentação ajudará a melhorar a competitividade das livrarias nacionais e expandirá a oferta de publicações, trazendo para o Brasil experiências internacionais bem-sucedidas.

Por sua vez, o senador Esperidião Amin (PP/SC) comemorou a aprovação do projeto no Dia dos Professores , considerando-o uma justa homenagem aos educadores.

No entanto, houve resistência. O senador Marcos Pontes (PL/SP) votou contra o projeto, argumentando que ele “vai contra a livre concorrência”. Pontes também expressou a preocupação de que a fixação de preços possa levar ao aumento do custo dos livros, prejudicando o acesso e o conforto ainda mais o incentivo à leitura no país.

Alinhamento do setor e mobilização

O SNEL ressalta que a vitória na Comissão é apenas mais um passo de um trabalho contínuo. Com um setor alinhado e mobilizado como estamos agora, é mais fácil avançar

A mobilização continua, e o SNEL permanecerá ativo nas próximas etapas, tanto no turno suplementar quanto na articulação com a Câmara dos Deputados, para garantir que a Lei Cortez seja aprovada em definitivo.

Últimas Notícias
Lançamento do Guia das editoras
Depósito legal
ABDR tem ganho de causa contra plataforma de venda online
Campanhas de saúde
Novas ofertas Dell até junho
Setor editorial avança em 2025, com crescimento nas vendas ao mercado e fortalecimento das livrarias
Mercado editorial brasileiro mantém crescimento sólido no início de 2026
SNEL participa da instauração da Frente Parlamentar do Livro no Assembleia Legislativa do Rio