skip to Main Content

Marcos da Veiga Pereira

Marcos da Veiga Pereira está em sua segunda gestão como presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, cargo que assumiu em dezembro de 2014.

Carioca, é neto do editor José Olympio – um dos fundadores do SNEL – e filho do também editor Geraldo Jordão Pereira. Engenheiro de formação, iniciou sua carreira em 1981,  aos 17 anos, na editora Salamandra, fundada por seu pai.  Com a venda da Salamandra para a Editora Moderna, assumiu a direção de marketing do grupo em 1999. Desde 2001, dedica-se exclusivamente à Sextante, editora criada com o pai e o irmão Tomás da Veiga Pereira.

Foi vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro entre 2003 e 2006 e é membro da diretoria do SNEL desde 2003. Presidiu o Instituto Pró-Livro (IPL) até maio de 2017.

Ex-Presidentes

Presidente do SNEL entre 2008/2014

Sônia Machado Jardim

Filha e irmã de editores, neta e sobrinha de livreiros, a carioca Sônia Machado Jardim é presidente do Grupo Editorial Record.

Graduada em Engenharia Civil pela UFRJ, cursou Pós-Graduação em Finanças na IAG-PUC/Rio e Mestrado no COPPEAD.

Após ter trabalhado por mais de dez anos em empresa de engenharia, ingressou na Record em 1995 como Diretora Administrativa-Financeira. Foi Presidente do Instituto Pró-Livro (IPL) entre 2009 e 2011 e da Associação Nacional dos Editores de Livros (ANEL) entre 2011 e 2014.

Presidente do SNEL entre 1999/2008

Paulo Rocco

Economista, Paulo Rocco começou sua carreira no mundo editorial em 1967 na hoje extinta Sabiá, onde trabalhou como gerente.

Ex-diretor da Francisco Alves, fundou a Editora Rocco em 1975 com foco nos autores estrangeiros bem-sucedidos e escritores nacionais de prestígio.

Paulo Rocco foi o único editor, até o momento, a exercer três mandatos consecutivos como presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

Presidente do SNEL entre 1993/1999

Sergio Machado

☆ 1948  ✝ 2016

Formado em Economia, atuou na Companhia Vale do Rio Doce. Em 1972, morava em Vitória, no Espírito Santo, quando seu pai, Alfredo Machado, o convidou de volta para o Rio de Janeiro para trabalhar com ele na Editora Record. Foram 20 anos de convívio e aprendizado profissional.

O ano de 1996 marcou o começo de uma estratégia de expansão através da aquisição e incorporação de outras editoras, consolidando o Grupo Editorial Record, maior conglomerado editorial da América Latina.

Teve papel fundamental em negociações importantes para o mercado do livro e forte atuação na profissionalização do setor.

Após sua morte, em 2016, recebeu homenagem do SNEL num evento que reuniu editores, autores e acadêmicos em celebração ao seu legado.

Presidente do SNEL entre 1987/1990

Alfredo Machado

☆ 1922  ✝ 1991

Sua porta de entrada para a profissão foi a história em quadrinhos. Muito articulado, começou a trabalhar como tradutor de quadrinhos do Suplemento Juvenil, ligado ao jornal A Noite, tendo atuado mais tarde no jornal O Globo.

Em 1942, aos 20 anos, criou com o futuro cunhado Décio Guimarães de Abreu a Distribuidora Record de Serviços de Imprensa – na época, uma distribuidora de quadrinhos e outros serviços de imprensa. Formou-se em 1945 em Direito, profissão que nunca exerceu.

Foi Secretário de Turismo da Prefeitura do Rio de Janeiro durante o governo de Marcos Tamoyo. Com arrojada visão de marketing, transformou a Record em uma das maiores editoras de obras gerais do país. Ao falecer, em 1991, recebeu homenagem de seus inúmeros amigos do setor em Nova York.

Presidente do SNEL entre 1984/1987

Sérgio Lacerda

☆ 1938  ✝ 1991

Advogado e jornalista. No final da década de 1970, após a morte do pai, o ex-governador do Estado da Guanabara Carlos Lacerda, assumiu a presidência da Nova Fronteira.

A editora foi fundada em 1965 pelo pai, após deixar o governo, com a ajuda do irmão Sebastião. À frente da Nova Fronteira, foi responsável pela valorização estética do livro, com a ajuda de Michel e Victor Burton.

Costumava dizer que duas pessoas foram as mais importantes em sua vida: seu pai e seu padrinho (Virgílio de Mello Franco). Dentre os editores, sempre reconheceu a importância de Alfredo Machado, Jorge Zahar e Abraão Koogan na sua formação.

Também reverenciou alguns escritores como Josué Montello, Alberto da Costa e Silva e João Ubaldo Ribeiro.

Presidente do SNEL entre 1981/1984 e 1990/1993

Regina Bilac Pinto

Na década de 1960, foi chamada pelo pai, Olavo Bilac Pereira Pinto, para trabalhar na nova editora da família, a Fundo de Cultura, junto com a irmã Beatriz. Conviveu com grandes autores jurídicos, que frequentavam a Editora Forense, onde logo começaria a trabalhar.

Na década de 1990, se formou em Direito e se tornou Juiza do Tribunal do Trabalho.

Primeira mulher a assumir a presidência do SNEL,  foi responsável pela criação da Feira Internacional do Livro do Rio de Janeiro que, anos depois, passaria a se chamar Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, hoje um dos maiores eventos culturais do país.

Presidente do SNEL entre 1923/1981

Mario Fittipaldi

☆ 1923  ✝ 1997

Formado em Administração, em 1948 ingressou na Editora das Américas, fundada por seu pai, Savério Fittipaldi. A editora se notabilizou pela publicação de clássicos da literatura em volumes mensais, vendidos pelo sistema de crediário e reembolso postal.

Foi por sugestão de Mario Fittipaldi que a data de 29 de outubro tornou-se o Dia Nacional do Livro. A iniciativa aconteceu por intermédio de um projeto de lei encaminhado no Congresso Nacional pelo seu irmão, o então deputado federal Ítalo Fittipaldi.

A data foi escolhida por ter sido em 29 de outubro de 1810 que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, dando origem à Biblioteca Nacional. Teve participação ativa na formação da Associação Nacional de Livrarias (ANL).

Presidente do SNEL entre 1976/1978

Ferdinando Bastos de Souza

☆ 1930  ✝ 2010

Fez parte do Grupo Gilberto Huber (Listas Telefônicas Brasileiras S.A, AGGS Indústrias Gráficas S.A, Companhia Nacional do Papel e a Editora Expressão e Cultura Ltda.), desde a sua fundação em 1947 até 2004.

Nessas empresas, dirigiu as áreas comercial, de vendas, editorial, industrial e gráfica, além de se ocupar da comunicação social, política e administrativa.

À frente da editora Expressão e Cultura, revelou autores como Ziraldo. No início dos anos 2000, dedicou-se ao projeto Passaporte para a Cidadania, coleção de clássicos em formato de bolso vendidos a R$ 1,00. Em 2005, aos 75 anos, fundou a Documenta Histórica Editora.

Presidente do SNEL entre 1975/1976

Edgard Blücher

Começou sua atuação como editor durante a graduação na faculdade de Engenharia. Foi diretor do departamento de publicações do Centro Acadêmico e da Revista de Engenharia, função que exerceu até sua formatura.

Iniciou a publicação de livros em 1955, quando fundou, em São Paulo, a Editora Edgard Blücher Ltda, com o objetivo de preencher a lacuna da publicação de livros nas áreas de engenharia, tecnologia e ciência, dando especial atenção aos autores nacionais.

Mora em São Paulo.

Presidente da Junta Governativa Provisória do SNEL em 1975

Semi Alzuguir

Na gestão de Gabriel Athos Pereira, Semi Alzuguir integrava a diretoria do SNEL como suplente, representando a Casa Editora Vecchi.

Fundada em 1913 pelo imigrante italiano Arturo Vecchi, a editora tornou-se célebre por suas edições de histórias em quadrinhos.

Por conta de uma renúncia coletiva da diretoria, Semi Alzuguir assumiu por um ano a Junta Governativa Provisória do SNEL.

Presidente do SNEL entre 1964/1966

Décio Guimarães de Abreu

☆ 1916  ✝ 1999

Filho de Aurélio de Abreu, que vendia livros como autônomo no Instituto Anatômico da Escola de Medicina da antiga Universidade do Brasil.

Em 1935, com a morte do pai, Décio Guimarães de Abreu herdou o negócio que foi sendo ampliado até se tornar a Casa do Livro, uma livraria no Centro do Rio de Janeiro, que o argentino Alfredo Delvaux como sócio.

Ele importava livros e era um dos principais concorrentes da livraria José Olympio. Em 1942, tornou-se sócio de Alfredo Machado e instalou a Distribuidora Record de Serviços de Imprensa na pequena sobreloja da sua livraria.

Grande articulador, foi pioneiro em reconhecer a importância da participação do editor brasileiro na Feira de Frankfurt.

Presidente do SNEL entre 1962/1964 e 1970/1975

Gabriel Athos Pereira

Saiu da escola direto para trabalhar na editora criada pelo irmão José Olympio, que cercou-se da família para conduzir o negócio. Sua ida para a editora foi uma convocação do irmão, de quem tinha grande confiança.

Não se ocupava de questões financeiras ou administrativas. Atuava especialmente no relacionamento com os escritores e na área editorial. Almoços realizados uma vez por semana na editora se tornaram tradição entre intelectuais e contavam com presenças de nomes como Gilberto Freyre, Jorge Amado, Afonso Arinos, Carlos Drummond de Andrade, Manoel Bandeira, Guimarães Rosa e o presidente Juscelino Kubitschek.

Presidente do SNEL entre 1960/1962

Ruggero Pongetti

☆ 1900  ✝ 1963

Criou com o irmão Rodolfo a Irmãos Pongetti Editores.

Hábil relações públicas, atraía amigos e despertava simpatia por onde passava.

Abriu portas para jovens poetas e ficcionistas que não tinham editor.

Presidente do SNEL entre 1958/1960 e 1966/1970

Cândido Guinle de Paula Machado

☆ 1918  ✝ 2000

Médico de formação, Cândido Guinle de Paula Machado fundou a editora Agir que veio a se tornar uma das mais tradicionais do país, tendo como sócio Alceu Amoroso Lima.

Chegou a ter 3.500 títulos no catálogo, dentre eles, 600 clássicos como “O pequeno príncipe”, de Saint-Exupéry, que atingiu sua 21ª impressão em 1980, e foi o maior best-seller da casa.

Do time de grandes autores brasileiros da Agir, fizeram parte Ariano Suassuna e Lygia Bojunga Nunes. O próprio editor foi autor de dois livros, ambos sobre o mobiliário brasileiro.

Presidente do SNEL entre 1954/1958

Ênio Silveira

☆ 1925  ✝ 1996

Após se formar em Ciências Sociais na USP, Ênio Silveira ingressou na Universidade de Colúmbia (EUA) para estudar editoração.

De volta ao Brasil, no Rio de Janeiro, se tornou diretor da Companhia Editora Nacional, do sogro Octalles. Foi por sugestão dele que, em 1948, assumiu o comando da então pequena Editora Civilização Brasileira, que pertencia à CEN.

Sob seu comando, a Civilização Brasileira se tornou uma das maiores editoras do Brasil. Entre 1964 e 1969, Ênio Silveira foi preso sete vezes por sua filiação ao PCB e atuação no campo editorial, com a publicação de pensadores como Karl Marx e Antonio Gramsci.

Em 1965, criou a Revista Civilização Brasileira, marco de resistência à ditadura militar, fechada após o Ato Institucional nº5, no fim de 1968.

Presidente do SNEL entre 1952/1954

José Olympio Pereira Filho

☆ 1902  ✝ 1990

Foi o fundador da editora que leva seu nome, a Livraria José Olympio Editora, no Rio de Janeiro, em 1931.

O segundo de nove irmãos, Olympio deixou sua cidade natal no interior de São Paulo, em 1918, rumo à capital, com o objetivo de estudar Direito. Conseguiu, porém, um emprego na Casa Garraux, na seção de livros, onde abria caixas de livros novos e limpava poeira das estantes.

Nos anos 40 e 50, tornou-se o maior editor do país, publicando 2 mil títulos. Incentivou escritores como Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Fernando Sabino, Ligia Fagundes Telles, Jorge Amado, Érico Veríssimo, Euclides da Cunha.

Publicou desde obras do presidente Getúlio Vargas a textos de Graciliano Ramos, que fora preso pelo Estado Novo liderado pelo político gaúcho.

1º Presidente do SNEL, entre 1941/1952

Themistocles Marcondes Ferreira

Foi durante muitos anos, até sua morte, em 1965, diretor-presidente da Companhia Editora Nacional. A empresa foi criada por seu irmão Octalles, em 1925, em São Paulo, em sociedade com Monteiro Lobato.

Back To Top